11.11 ou Black Friday: quando vale a pena comprar?
Com duas grandes datas promocionais em novembro, veja o que os dados de 2024 e 2025 revelam sobre as compras online e como escolher o melhor momento para comprar.

Com duas grandes datas promocionais no mesmo mês, brasileiros antecipam pesquisas, comparam preços e tentam descobrir quando vale mais a pena abrir a carteira. Os números do comércio eletrônico mostram que o 11.11 ganhou força, mas a Black Friday ainda concentra um volume diário maior de vendas.
Novembro coloca o consumidor diante de uma escolha cada vez mais comum: aproveitar as ofertas do 11.11, celebrado em 11 de novembro, ou esperar pela Black Friday, marcada neste ano para 27 de novembro. Entre uma data e outra, marketplaces e varejistas disputam a atenção de quem pesquisa, compara e tenta encontrar o melhor momento para comprar.
O 11.11 nasceu como o Singles’ Day, na China, e foi transformado em uma grande data de comércio eletrônico por plataformas como o Alibaba. No Brasil, marketplaces passaram a adotar a ocasião para antecipar campanhas e estimular compras antes da Black Friday, que se consolidou como um dos principais eventos do calendário varejista.
11.11 cresce e amplia espaço nas compras online
Levantamento divulgado pela Shopee, com 790 participantes que responderam a uma pesquisa dentro do aplicativo entre 23 de setembro e 5 de outubro de 2026, indica que 86% pretendem comprar no 11.11, na Black Friday ou nas duas datas. O gasto médio planejado foi de R$ 691 para o 11.11 e R$ 764 para a Black Friday.
A pesquisa também mostra um consumidor mais atento: 45% afirmaram que comparam preços em diferentes sites e aplicativos, enquanto 30% começam a se organizar com pelo menos três semanas de antecedência. Embora itens do dia a dia estejam entre os produtos considerados, 55% disseram que só pretendem comprá-los se encontrarem bons descontos.

Black Friday mantém maior faturamento diário
Os dados atribuídos à Confi Neotrust apontam avanço nas duas datas, mas em ritmos diferentes. No 11.11, o faturamento informado para 2025 chegou a R$ 2,78 bilhões, alta de 105% sobre 2024, com aproximadamente 8,07 milhões de pedidos. O valor de 2024 exibido no infográfico é uma estimativa calculada a partir da variação divulgada.
Na Black Friday, o faturamento passou de R$ 4,27 bilhões em 2024 para R$ 4,76 bilhões em 2025, crescimento de 11,2%. O número de pedidos avançou 28%, para 8,69 milhões, enquanto o tíquete médio recuou 12,8%, chegando a R$ 553,60. Os números consideram o dia promocional, e não todo o período de campanhas de novembro.
Consumidor está mais seletivo
Uma pesquisa da Globo, realizada com 2 mil pessoas entre 6 e 9 de outubro, ajuda a entender esse comportamento. Embora 65% esperem encontrar descontos melhores do que em 2025, 84% afirmam que só pretendem comprar se os preços estiverem realmente menores do que em outros períodos. A intenção declarada de comprar na Black Friday caiu de 47% em junho para 36% em outubro.
Os levantamentos têm amostras, datas e metodologias distintas e, portanto, não devem ser comparados como se representassem o mesmo grupo de consumidores. Em conjunto, porém, apontam para uma tendência: o interesse pelas promoções continua, mas a decisão de compra depende cada vez mais da percepção de vantagem real.
Como decidir entre o 11.11 e a Black Friday
- Consulte o histórico de preços: observe o valor do produto antes da campanha para identificar descontos efetivos.
- Compare o preço final: inclua frete, prazo de entrega, juros e eventuais taxas.
- Pesquise em mais de uma loja: o mesmo item pode ter condições diferentes entre marketplaces e varejistas.
- Confira a reputação do vendedor: verifique avaliações, política de troca e garantia.
- Respeite o orçamento: desconto não transforma uma compra desnecessária em economia.
O que as datas representam para o varejo
Para o comércio, o 11.11 funciona como uma oportunidade de antecipar vendas, testar ofertas e atrair consumidores antes do pico da Black Friday. A proximidade entre as campanhas também aumenta a pressão sobre preços, logística, atendimento e comunicação. Para os marketplaces, o desafio é transformar tráfego em pedidos sem comprometer a confiança do consumidor.
Para quem compra, não existe uma resposta única. Produtos com desconto realmente competitivo podem valer a pena no 11.11; em outras categorias, esperar algumas semanas pode trazer mais opções. A melhor decisão é comparar o preço final e comprar quando a oferta fizer sentido — não apenas porque o calendário anuncia uma promoção.
Fontes: Shopee, pesquisa in-app realizada entre 23 de setembro e 5 de outubro de 2026; pesquisa Globo, realizada entre 6 e 9 de outubro de 2026 e repercutida pelo E-Commerce Brasil; dados de comércio eletrônico atribuídos à Confi Neotrust e repercutidos pela Uappi. Indicadores referem-se a recortes e metodologias diferentes. O valor de faturamento do 11.11 em 2024 é aproximado, calculado a partir da variação divulgada.